sábado, 21 de maio de 2016

AGORA ENVÉS DE CACHORROS O ATO É O DE ESTRANGULAMENTO.


Três manifestantes foram presos durante protesto contra Beto Richa (PSDB) em visita oficial do governador do Paraná a Maringá, no norte do estado, na tarde desta sexta-feira (20). O tucano cumpria agenda para anunciar a liberação de recursos a municípios.

Entre os detidos, há um professor da rede estadual de ensino e um membro do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP-Sindicato). O outro homem levado à delegacia também se manifestava em favor das escolas paranaenses, mas não é ligado ao sindicato.

Os servidores tentaram ter acesso ao local em que o governador faria os anúncios, mas foram impedidos por seguranças oficiais. Houve gritaria e agarrões. Os manifestantes alegam ter sido agredidos pela guarda de Richa, na imagem acima da para ver que um dos manifestantes está sendo estrangulado. 

Os homens foram levados à Delegacia de Maringá e indiciados por "provocar tumulto ao portar-se de modo inconveniente ou desrespeitoso em solenidade ou ato oficial", conforme a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná.

A APP-Sindicato afirmou que os detidos estavam protestando pacificamente e classificou a ação dos seguranças como arbitrária.
Os três seguiam presos, por volta das 20h desta sexta-feira (20). De acordo com a Polícia Civil, eles serão ouvidos e devem ter fiança arbitrada para serem liberados.

Os manifestantes cobravam, entre outras questões, melhores condições de ensino nos colégios estaduais - pediam, além disso, mais qualidade de merendas, que, segundo o sindicato, não está sendo feita de forma adequada.

Também por melhoria nas merendas estudantes ocupam, desde a quarta-feira (18), o Colégio Estadual José Gerardo Braga, em Maringá. Eles afirmam que as refeições não possuem legumes, verduras e, na maior parte do tempo, falta carne.

Os manifestantes ainda pedem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Merenda e mais rigor nas investigações da Operação Quadro Negro, que verifica o desvio de recursos públicos de obras de escolas estaduais.

Durante a visita oficial, Richa comentou a ocupação e garantiu, categoricamente, que a entrega e a qualidade das merendas estão normais nas escolas estaduais.

Os estudantes negam que estão comendo merenda e reforçam que toda a comida consumida durante a ocupação é fruto de doações. "Todos esses alimentos são doações trazidas pelos pais, pela comunidade escolar, por apoiadores da nossa causa e da nossa ocupação", afirma Matheus dos Santos, presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), um dos líderes do movimento.

Fonte: g1.globo.com

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